Cada vez mais, as pessoas estão procurando meios para desenvolver/aumentar o grau de concentração para melhorar o desempenho, seja o atleta, o vestibulando/estudante, o executivo, ou outro profissional que tem a sua vida sobrecarregada. Na era da informação, não é fácil mantermos focado/concentrado para as atividades que fomos direcionadas/orientados a executar.
Como já foi comentado em artigos anteriores, há muitas técnicas para que a nossa vida seja mais amena/equilibrada, como a neuróbica, ginástica cerebral, terapias alternativas, yoga, atividades físicas, entre outras práticas. E o que tem chamado a atenção nos últimos anos pela comunidade científica são os estudos sobre o imageamento cerebral dos monges que praticam meditação há vários anos (você pode ler alguns artigos no scholar.google.com e/ou no final do artigo algumas reportagens sobre o tema).
Por exemplo, de acordo com pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, a prática da meditação aumenta a atividade na região frontal do cérebro, responsável pela concentração, abstração e atenção. Segundo os estudos sobre os praticantes de meditação apresentam saúde melhor e longevidade, além de que as pesquisas podem trazer novos achados sobre a compreensão funcional e estrutural do cérebro.
Outro estudo apresentado na semana passada no Congresso em Sidnei, realizado por Dylan DeLosAngeles do Flinders Medical Center em Adelaide, mostrou que os monges que meditam e, independentemente da técnica, houve aumento das ondas cerebrais em alfa e diminuição em delta. Dependendo da técnica utilizada, são ativadas regiões específicas do cérebro.
Apesar de ser uma prática milenar bem conhecida, só agora que os neurocientistas estão descobrindo os benefícios que podem trazer às pessoas. Por exemplo, a prática da meditação pode abrir novos caminhos para desenvolver meios de melhorar o desempenho de atletas, executivos, estudantes, entre outros, além do bem estar físico e mental.
De qualquer forma, os avanços científicos em Neurociência Cognitiva e Comportamental sobre meditação, ainda parece difícil de estar ao alcance das pessoas para conseguir as mesmas áreas de ativação e resultados, já que parece precisar anos de prática. Porém, os novos avanços neurotecnológicos estão permitindo diminuir o tempo entre: a) horas treino/estudo e desempenho; b) doença e saúde/cura; c) reabilitação e melhora nas funções motoras/cognitivas; entre outros comportamentos que buscamos mudar/melhorar.
Assim, como foi mostrada acima, toda mudança/ativação de uma prática meditativa, as ondas cerebrais (delta, teta, alfa, beta e gama) são alteradas. Então, há um meio de treinar/controlar as ondas cerebrais de forma objetiva que não seja através da prática da meditação?
Sim.
No próximo artigo, vou abordar o tema EEG Biofeedback, onde podemos estar sob o controle das nossas próprias ondas cerebrais de uma ou duas áreas que queremos aumentar ou diminuir. A figura da direita mostra uma sessão de EEG Biofeedback, onde os eletrodos estão colocados no lado esquerdo do cérebro (hemisfério esquerdo). A figura da esquerda mostra as mudanças que aconteceram após as sessões de EEG Biofeedback. Por que não unir os estudos de imageamento cerebral dos praticantes de meditação e os estudos de EEG Biofeedback?
E a figura abaixo mostra as respostas da freqüência cardíaca durante a prática Chinesa Chi e Meditação Kundalini (artigo completo em inglês: http://home.uchicago.edu/~wliles/articles/peng.pdf), onde é possível utilizar a técnica de Biofeedback para desenvolver as capacidades de foco/concentração utilizando um freqüencímetro cardíaco. Será que a partir do monitoramento cardíaco, há alteração cerebral? Caso afirmativo, qual a região?
Assim, a partir do Projeto Educação Cerebral, no próximo semestre 2007.2, o meu Laboratório estará desenvolvendo pesquisas em Biofeedback e EEG Biofeedback, onde um dos objetivos é o Peak Performance em atletas, executivos, vestibulandos, entre outros que buscam melhorar o desempenho/performance mental.
Assim, em um futuro bem próximo, os avanços científicos e tecnológicos permitirão que precisemos menos de esforço/treino físico e mais o mental através de neurotecnologias que auxiliarão no desempenho cerebral. Então, vamos ver no próximo artigo se realmente podemos mudar as nossas ondas cerebrais com algumas sessões de Biofeedback e EEG Biofeedback?
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